Contemporâneo é esquecer que vivemos num Tempo, composto por quase sete bilhões de relógios individuais e governado por poucas (e boas?) almas, as mais megalomaniacas. É organicamente um requisito. Supera qualquer mera manifestação de vaidade. Como, por exemplo, um perfil numa rede social, frequentemente alterado em função do ego de quem o possui.
A web 2.0 expõe ideias e caracteristicas em formação... ou informação... ou deformação... É um "microfone" mais poderoso e mais democrático. De intenções tão abertas quanto obscuras... Mas, estranhamente, talvez por ela ser algo assim tão contraditório, as tribos do planeta Terra tenham feito mais separar do que misturar...
Falam em revolução dos nerds, e parece ser uma conclusão, pois é fato. E possui efeito viral. O "ser nerd" migrou de grupo social, gênero ou estereótipo para costume. Costume que é legal, da hora, todo mundo tem ou quer ter um pouquinho. Até o morador de rua fala em rede social.
Ter o seu perfil, a sua comunidade. E mesmo que sejam mais de uma, sejam fakes, ou tenham cores e linguagens próprias, ainda sim obedecem a um só formato. E, pode ter certeza, foi um nerd que o criou.
Ter o seu perfil, a sua comunidade. E mesmo que sejam mais de uma, sejam fakes, ou tenham cores e linguagens próprias, ainda sim obedecem a um só formato. E, pode ter certeza, foi um nerd que o criou.
Pois este blog, por ironia do destino ou mera consequência, será escrito por pessoas que não atenderiam às características de um nerd há duas décadas atrás, mas hoje, e dentro de um formato desenvolvido por nerds, assumem este costume socialmente (ou o vivem sem se dar conta disso).
Pois bem, "socialmente". As redes sociais estão hoje, definitivamente, integradas à vida social. São muitas as opiniões sobre isto, mas, no fim das contas, poderíamos ao menos eliminar UMA entre as muitas formas de preconceito, pélo viés da hipocrisia: aquela que diz respeito ao tal "nerd" (enquanto estereótipo). Isso não aconteceu, dadas as características do preconceito, semelhantes às de um vírus, que se adapta facilmente ao organismo em que se instala (do bulling e dos adeptos da cybercultura, nasce o cyberbullying).
Trata-se de uma troca constante de obstáculos, e não sua eliminação permanente, na busca por alternativas saudáveis e prósperas às nossas vidas, COM a tecnologia.
Esta questão, e muitas outras, relacionadas à evolução da web 2.0, serão abordadas neste blog, que, além dos textos originais*, também vai compartilhar trabalhos de autores que não são daqui (sem qualquer fim lucrativo, tão somente com o fim de difundir, refletir, "reeducar").
(Fonte: aqui)
*Pois bem, eu disse "originais", né?
Oops: aqui tem muito dos textos que escrevi em 2009, para este blog.
Ou seja: este post é um Remix.
Nenhum comentário:
Postar um comentário